sexta-feira, 18 de setembro de 2015


Trabalho – Língua Portuguesa
v  Julgue (correta ou incorreta ) a regência verbal  e nominal das orações. A regência incorreta só contará ponto se estiver acompanhada de justificativa.


1.       (                                                       )Nós nos valemos dos artifícios que dispúnhamos para vencer.

 

2.       (                                           ) O esporte de que gosto não é praticado no meu colégio.
 


3.       (                                           ) Ele prefere mais pudim do que groselha.
 


4.       (                                           ) Sua beleza lembrava a mãe, quando apenas casada.
 


5.       (                                                      ) Informo-lhe de que paguei o colégio.
 


6.       (                                                      )Antônio estava acostumado em andar a cavalo.
 


7.       (                                                      ) Um homem deve ser fiel  com suas ideias.
 


8.       (                                                      ) Sua permanência implicará em grande prejuízo a todos.
 


9.      (                                                      ) As mulheres foram para o local do movimento, que elas chamaram de maternidade.
 


v  Julgue (correta ou incorreta ) o emprego da crase nas frases que seguem. As incorretas só contará ponto se estiver acompanhada de justificativa.
10.   (                                                      )Se você for visitar a região nordeste, não deixe de ir conhecer as praias à disposição dos turistas.
 


11.   (                                                      )Saíram de casa às sete horas da manhã, as escondidas, só retornando à noite, dirigindo-se àquele aposento.
 


12.   (                                                      )Discordâncias à parte, dedico meu trabalho à ela, com quem aprendi à ler a linguagem da natureza.
 


13.   (                                                      )Foi à Brasília aprender as artes políticas, mas retornou a terra natal sem grandes conhecimentos.
 



14.   (                                                      )Falando à equipe que a aguardava desde cedo, a socióloga apresentou a proposta inicial de seu trabalho.
 


15.   (                                          )À uma da tarde, as meninas saíram uma à uma, dirigindo-se à sala de refeições.
 


quarta-feira, 13 de maio de 2015



  • Faça a analise sintática das orações destacadas. ( Atividade para entregar) 


Violência epidêmica

“A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características epidêmicas.
A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes centros urbanos e se dissemina pelo interior. A incidência nem sempre é crescente, mudança de fatores ambientais e medidas mais eficazes de repressão, por exemplo, podem interferir em sua escalada.
As estratégias que as sociedades adotam para combater a violência flutuam ao sabor das emoções, raramente o conhecimento científico sobre o tema é levado em consideração. Como reflexo, a prevenção das causas e o tratamento das pessoas violentas evoluíram muito pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras enfermidades.
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de seus desejos.
A violência urbana é uma doença com múltiplos fatores de risco, dos quais os mais relevantes são a pobreza e a vulnerabilidade biológica.
Os mais vulneráveis são os que tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao desenvolvimento psicológico pleno. A revisão dos estudos científicos já publicados permite identificar três fatores principais na formação das personalidades com maior inclinação ao comportamento violento:
1) Crianças que apanharam, foram abusadas sexualmente, humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida.
2) Adolescência vivida em famílias que não lhes transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não lhes impuseram limites de disciplina.
3) Associação com grupos de jovens portadores de comportamento antissocial.
Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social, à corrupção policial e ao péssimo exemplo de impunidade dado pelos chamados criminosos de colarinho-branco, esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a violência crescente nas cidades.
Na falta de outra 

alternativa, damos à criminalidade a resposta do aprisionamento. Embora pareça haver consenso de que essa seja a medida ideal e de que lugar de bandido é na cadeia, não se pode esquecer que o custo social de tal solução está longe de ser desprezível. Além disso, seu efeito é passageiro: o criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver preso. Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões mais sólidas com o mundo do crime.
Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda. Para agravar, obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa, aumentaremos o número de prisioneiros a ponto de não conseguirmos edificar prisões na velocidade necessária para albergá-los. As cadeias continuarão superlotadas, e o poder dentro delas, nas mãos dos criminosos organizados.
Seria mais sensato investir o que gastamos com as cadeias em educação, para prevenir a criminalidade e tratar os que ingressaram nela. Mas, como reagir diante da ousadia sem limites dos que fizeram do crime sua profissão sem investir pesado no aparelho repressor e no aprisionamento, mesmo reconhecendo que essa é uma guerra perdida?
Estamos nesse impasse!
Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e construir cadeias novas para substituir as velhas, mas isso não resolverá o problema enquanto a fábrica de ladrões colocar em circulação mais criminosos do que nossa capacidade de aprisioná-los.
Só teremos tranquilidade nas ruas quando entendermos que ela depende do envolvimento de cada um de nós na educação das crianças nascidas na periferia do tecido social. O desenvolvimento físico e psicológico das crianças acontece por imitação. Sem nunca ter visto um adulto, ela andará literalmente de quatro pelo resto da vida. Se não estivermos por perto para dar atenção e exemplo de condutas mais dignificantes para esse batalhão de meninos e meninas soltos nas ruas pobres das cidades brasileiras, vai faltar dinheiro para levantar prisões.
Enquanto não aprendemos a educar e oferecer medidas preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-las na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento artístico."
                                                                                       
VARELLA. Drauzio. In Folha de S.Paulo. 9 mar. 2002.

  • INTERPRETAÇÃO DE TEXTO


1- No texto "Violência epidêmica” afirma-se que nos bairros pobres a violência urbana "adquire características epidêmicas”. Considerando o conceito de epidemia (doença infecciosa que ataca simultaneamente grande número de indivíduos), explique como o autor justifica essa afirmação.

2- Esse texto apresenta introdução, desenvolvimento e conclusão. Identifique tal divisão.

3- A organização de um texto pode ser observada ao se extrair de cada parágrafo a ideia desenvolvida em cada um. O texto "Violência epidêmica" tem 14 parágrafos. Qual é a ideia principal de cada um?

4- Na introdução, é apresentada a tese, para inteirar o leitor do que será desenvolvido em seguida. Identifique essa tese.

5- Segundo o texto, o conhecimento científico é pouco aplicado na prevenção das causas e no tratamento das pessoas violentas. Qual seria a utilidade desse conhecimento?

6- A enumeração é uma das características do texto dissertativo. Nesse texto de Varella, foi utilizada para apontar as causas pela formação de personalidades com maior inclinação ao comportamento violento. Escreva com suas próprias palavras quais são essas causas.

7- No desenvolvimento, o autor seleciona aspectos que desenvolvem a tese de forma ordenada, evitando detalhes desnecessários e incoerência em relação ao que é afirmado no início. Quais são esses aspectos?

8- Procurando instigar o leitor a refletir, o argumentador de "Violência epidêmica" também recorre ao questionamento do senso comum. Cite o trecho em que ele utiliza esse recurso.
9- O autor é a favor da construção de cadeias novas em substituição às velhas. A partir dessa posição, ele defende o argumento de que "lugar de bandido é na cadeia"? Justifique sua resposta.

10- Referindo-se à criança, Drauzio Varella afirma: "Sem nunca ter visto um adulto, ela andará literalmente de quatro pelo resto da vida". Que conclusão está implícita nessa afirmação?

11- Para defender sua tese de que a violência urbana é epidêmica, o autor recorre a vários argumentos, procurando convencer o leitor. Identifique um trecho em que a argumentação se baseie na relação de causa e consequência.

12- O texto dissertativo procura convidar o leitor a participar de uma discussão. Dê um exemplo, no texto de Drauzio Varella, em que isso pode ser percebido.



13- Na conclusão, o argumentador retoma o que foi dito no início: a violência é uma doença contagiosa. Ele afirma que não existe solução mágica para o problema da violência urbana, portanto é preciso adotar algumas medidas. Quais são elas?

quarta-feira, 8 de abril de 2015

04/02/2015 14h39 - Atualizado em 04/02/2015 14h42
Minibibliotecas são instaladas em táxis para incentivar a leitura em MT
Cliente pode chamar o bibliotáxi por meio de aplicativo de celular.Se não terminar de ler, cliente pode levar o livro para casa e devolvê-lo depois.
 Minibibliotecas estão sendo instaladas nos veículos para que os clientes esqueçam do trânsito e coloquem a leitura em dia. Por meio de um aplicativo celular, a pessoa pode chamar o táxi que tem a minibiblioteca em seu veículo. A leitura é grátis e, se chegar no seu destino final sem terminar de ler, o cliente pode levar o livro para casa. A devolução pode ser feita em qualquer outro táxi do mundo cadastrado no aplicativo.
 O aplicativo foi criado por um brasileiro e hoje é usado em 180 cidades de 35 países. O gerente do aplicativo, André Dionísio, disse entender a necessidade de melhorar a leitura no país. "Nós colocamos os livros dentro do táxi e ajudamos as pessoas para que tenham acesso à leitura", disse o gerente.
Ele ainda relata que o Brasil tem um grande problema de congestionamento no trânsito e isso ajuda o cliente as se distrair. “Ao ler, o passageiro se distrai e nem percebe o trânsito lá fora”, afirmou André. Os táxis cadastrados no aplicativo são abastecidos por uma rede de livrarias, mas também são aceitas doações. São mais de 800 mil exemplares que circulam no táxis.

texto extraído do: g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2015/02/minibibliotecas-sao-instaladas-em-taxis-para-incentivar-leitura-em-mt.html

01/04/2014 16h22 - Atualizado em 02/04/2014 10h17

Biblioteca comunitária é instalada em ponto de ônibus em bairro de Cuiabá

Espaço disponibiliza 1.000 livros em ponto no bairro Morada do Ouro.Idealizadores dizem que a intenção é estimular a leitura na capital.




Usuários do transporte coletivo podem pegar livro em biblioteca de graça (Foto: Rayane Alves/ G1)
Uma biblioteca comunitária foi instalada em um ponto de ônibus no Bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. A ideia faz parte de um projeto que tem como objetivo estimular a leitura. Uma das idealizadoras do projeto, Letícia Moraes, acredita que pequenos gestos como esse podem ajudar a melhorar a educação na capital. Ela e outras pessoas pesquisaram sobre diferentes ações sociais e resolveram colocar o projeto em prática.
Durante a pesquisa, foi encontrado um programa desenvolvido no Japão que incentiva a leitura a partir da doação de livros. Os exemplares são inseridos nos principais pontos de ônibus daquele país. “Depois que vimos no Japão, ficamos sabendo que Brasília também implantou bibliotecas em alguns pontos. Isso nos chamou a atenção porque em Cuiabá não existe nenhum projeto como esse”, disse Letícia ao G1.
Conforme Letícia, quando ela pensou em implantar o projeto na capital, várias pessoas começaram a rir e a fazer comentários negativos, dizendo que a ideia poderia não dar certo. "As pessoas não estão acostumadas com esse tipo de ação, e por isso, me falavam que depois de inaugurado o espaço, não iria ter nenhum livro porque seriam todos roubados", comentou. Mesmo com dúvida, ela decidiu seguir em frente.
A biblioteca funciona durante o dia todo. Ao todo, 1.000 exemplares já foram doados pela comunidade para compor o acervo. Os livros estão divididos nas categorias de enciclopédias, literatura, gibis, dicionário e marketing. Também livros construtivos que auxiliam na formação de um acadêmico de direito e administração.

Livros biblioteca em ponto de ônibus (Foto: Rayane Alves/ G1)

De acordo com Letícia, como a biblioteca foi inaugurada há apenas três dias, o pedido de doação de livros foi em diferentes categorias. Mas, com o passar do tempo, o projeto vai buscar personalizar o espaço para livros de literatura e história de Cuiabá. Por enquanto, os livros serão trocados semanalmente, mas depois eles deverão ser trocados a cada dois dias com outros temas e revistas atualizadas.
Para implantar a biblioteca no ponto, foi necessário fazer alguns reparos. Além de pintura, o ponto de ônibus recebeu uma manutenção completa em toda a estrutura. Depois de instalado, também foi realizado um teste para verificar se com a nova estrutura os livros não molhariam com a chuva.
Para o empréstimo dos livros não existe regra. Todos os moradores do bairro, ou até mesmo de outro podem pegar o livro para ler no local, ou levar para casa. Porém, a única determinação é que os livros que forem utilizados pelo leitor seja devolvido no mesmo local ou até mesmo trocado por outro que a pessoa desejar.

“Caso a pessoa goste do livro e não tiver tido tempo de terminar de ler, pode levar para casa", explicou. Ainda conforme Letícia, para fazer doação basta ir na biblioteca comunitária que fica localizada na Avenida Milton Figueiredo, no Bairro Morada do Ouro, na capital.

texto extraído do:g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/04/biblioteca-comunitaria-e-instalada-em-ponto-de-onibus-em-bairro-de-cuiaba.html

CRÔNICA - INTERPRETAÇÃO E REDAÇÃO

Ø  Leia o texto a seguir.
Os livros como paixão[1]
“Ladrão de livros de 85 anos é proibido de entrar em bibliotecas da Califórnia. Folha Online, 14 nov. 2002
Ninguém compreende minha paixão por livros, suspirava ele. E era uma grande paixão: o pequeno apartamento em que vivia estava literalmente atulhado de romances, livros de contos, obras de autoajuda, textos médicos, até. Não que ele os lesse. Ler era secundário. O importante era possuir os livros, saber que toda aquela riqueza cultural do passado estava ali, ao alcance de sua mão. A mão que acariciava as lombadas, que folheava amorosamente as páginas.
 O problema é que livros custam dinheiro. E dinheiro lhe faltava. Aos 85 anos, vivendo de uma modesta aposentadoria, o ancião não podia dispender muito em livrarias. Por isso roubava. “Roubo”, aliás, era uma expressão que lhe desagradava; preferia falar em algo como “redistribuição da riqueza intelectual”. Mas o eufemismo não o ajudava muito. Nem as mãos trêmulas, nem a lentidão.
 Cada vez que ia roubar um livro, deixava cair uma pilha inteira no chão. Mais do que isso, não sabia disfarçar: os bibliotecários sabiam quando ele estava roubando. Pediam-lhe as obras furtadas de volta e, justiça seja feita, ele nunca se negou a fazê-lo. Era parte de um jogo, um jogo que ele adorava, e cujas regras sempre respeitou.
 Infelizmente, porém, os bibliotecários cansaram deste jogo. E um acordo entre eles resultou em uma decisão: o homem agora está proibido de entrar nas bibliotecas. Não adianta ele dizer que quer apenas consultar jornais. Não adianta, também, dispor-se a ser revistado. A paciência dos responsáveis simplesmente terminou.
 Resta-lhe refugiar-se em seu sonho. E que sonho é este? Ele sonha que um dia vai ganhar muito dinheiro — num cassino, ou numa loteria. E aí comprará uma grande e antiga biblioteca — que será só dele. Ninguém mais poderá frequentá-la. Só ele. Ali irá todos os dias.
 Para roubar livros, claro. E os bibliotecários, seus empregados, não poderão dizer nada. Mais: terão de fingir que não percebem o furto. E ele roubará o que quiser.
Belo sonho, consolador sonho. O único inimigo deste sonho é o tempo. Com 85 anos, quanto mais ele poderá esperar pelo cassino ou pela loteria? O tempo é um grande e implacável ladrão. E não tem nenhuma paixão por livros.
O escritor Moacyr Scliar escrevia às segundas-feiras, nesta coluna, um texto de ficção baseado em reportagens publicadas no jornal.”
SCLIAR, Moacyr. In Folha de S. Paulo, São Paulo, 25 nov. 2002.

1. Como você observou, o escritor Moacyr Scliar baseou-se em um fato cotidiano para escrever seu texto. O que há de inusitado na notícia em que ele se inspirou?
 a) Qual parte do texto é fictícia e qual é real?
2. A paixão que o velho senhor sentia pelos livros era incomum. Explique por quê.
3. Para esse senhor, “ler era secundário”, embora em geral o importante na aquisição de um livro seja o prazer da leitura. Como se pode compreender o apego dele aos livros?
4. O velho senhor não lia os livros, mas sabia que eles guardavam uma grande riqueza cultural. Que valor os livros têm em sua vida? De que modo você usufrui do convívio com eles?
 5. O protagonista ou personagem principal dessa narrativa era um senhor norte-americano, já de idade avançada, que estava “vivendo de uma modesta aposentadoria”.
 a) Como vivem os aposentados no Brasil? Exponha sua opinião.
6. Interprete este trecho: “...preferia falar em algo como ‘redistribuição da riqueza intelectual’”.
7. Além de ser considerado um “implacável ladrão”, o tempo é acusado de não ter “nenhuma paixão por livros”. Por quê?
8. No texto, o narrador é observador ou personagem? Justifique sua resposta.
9. Quanto à linguagem do texto, pode-se dizer que a narrativa é impessoal e objetiva ou pessoal e subjetiva? Por quê?
10. Essa narrativa apresenta características de um texto jornalístico ou literário?
11. Como ocorre nas crônicas em geral, nesse caso o narrador emprega verbos no presente e no pretérito e usa a variedade padrão da língua, num registro informal. Explique qual é o objetivo da crônica.

O texto lido é uma crônica, ou seja, uma narrativa condensada que focaliza um flagrante da vida, pitoresco e atual, real ou imaginário, com ampla variedade temática. Normalmente veiculada em jornais ou revistas, a crônica está na fronteira entre texto literário e não literário. Sua linguagem costuma ser subjetiva e coloquial, e sua ação, rápida e sintética. Seus personagens, se comparados com os do conto, têm menor densidade e características psicológicas mais superficiais. Embora predominem as sequências narrativas, a crônica também pode apresentar trechos dissertativos.
Inspirada em um fato real, a crônica de Moacyr Scliar apresenta as características típicas do gênero, além de misturar humor à crítica social. Vemos uma linguagem fluente, coloquial, e um enredo rápido e simples.
Esteja a crônica voltada para o âmbito jornalístico ou apresente caráter literário, ela costuma surpreender pelo desprendimento com que são tratados os fatos, em geral relacionados ao cotidiano, a temas atuais. Dentre nossos melhores cronistas, temos: Luis Fernando Veríssimo, Affonso Romano de Sant’Anna, Fernando Sabino, Lourenço Diaféria, Rubem Braga, Moacyr Scliar, Carlos Drummond de Andrade, Rachel de Queiroz, Cecília Meireles e muitos outros.



Características da Crônica:
Ø  Geralmente é publicada em jornais e revistas;  
Ø  Relata de forma artística e pessoal fatos colhidos no noticiário jornalístico e no cotidiano;  Texto curto e breve;  
Ø  Tem por objetivos: divertir ou fazer refletir criticamente sobre a vida e os comportamentos humanos;
Ø   Pode apresentar elementos básicos da narrativa: fatos, personagens, tempo e lugar;  O tempo e o espaço são limitados;  
Ø  Pode apresentar narrador-observador ou narrador-personagem;  
Ø  Linguagem geralmente de acordo com o padrão culto formal ou culto informal da língua.

http://www.youtube.com/watch?v=jQVvKZQ9jOo&feature=related
 (nesse vídeo estão sendo entrevistados dois importantes cronistas brasileiros: Luiz Fernando Veríssimo e Moacyr Scliar. ) 


[1] Texto retirado do livro: Oficina de redação de Leila Lauar Sarmento.

quinta-feira, 26 de março de 2015

O que é preconceito?


Música


Por que você me olha
Com esses olhos de loucura?
Por que você diz meu nome?
Por que você me procura?
Se as nossas vidas juntas
Vão ter sempre um triste fim
Se existe um preconceito muito forte
Separando você de mim
por que esse beijo agora?
Por que meu amor este abraço?
Um dia você vai embora
Sem sofrer os tormentos que eu passo?
De que vale sonhar um minuto
Se a verdade da vida é muito ruim
Se existe um preconceito muito forte
Separando você de mim





O que é belo perante a sociedade? Será que existe um padrão de beleza?

























Será que existe um tipo de atividade certa para homens e mulheres ou para determinada idade?






































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sexta-feira, 6 de março de 2015

· Comente o texto abaixo.


Eutanásia: quem decide a hora certa de morrer?

As denúncias envolvendo a médica Virgínia Helena de Souza, acusada de antecipar a morte de pacientes na UTI do Hospital Evangélico de Curitiba, Paraná, reacenderam, neste ano, a polêmica sobre um assunto antigo: a eutanásia. A palavra de origem grega significa boa morte e refere-se ao direito que os indivíduos teriam de optar por encerrar a vida de modo antecipado e sem dor. Isso é visto por  muitos como um alívio aos doentes incuráveis que sofrem exageradamente, por longos tempos, no aguardo da morte. Há países, como Holanda e Bélgica, nos quais a eutanásia é legalizada, mas, no Brasil, é crime. O tema desperta muitas discussões: se estiver consciente, o doente tem o direito de decidir quando parar de viver? E se estiver inconsciente, a família poderia ter esse direito? Caso fosse legalizado, quem teria a tarefa de ajudar o doente a provocar a própria morte? E os médicos, como deveriam agir, já que juraram defender a vida?

quinta-feira, 5 de março de 2015